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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Anatema, Labirinto


   Anatema é um daqueles álbuns que lhe fascinam na primeira audição. Confesso que fiquei surpresa, pois não esperava uma experiência musical tão profunda provocada por aquelas seis músicas. Antes de fazer meus comentários acerca do álbum, um aviso: se você não tem paciência para longos instrumentais, não ouça.
   O álbum é repleto de timbres, nuances e atmosferas maravilhosas. Estava pensando num adjetivo que sintetizasse, estivesse presente em toda a obra, e o vocábulo que mais coube foi sensibilidade. Em todas as músicas, há a presença de uma sensibilidade enorme em cada arranjo, como se tudo fosse meticulosamente colocado no devido lugar. A quantidade (e qualidade!) de timbres enriquece a obra ao passo que proporciona ao ouvinte caminhos não usuais. O sitar em Reverso, faixa de abertura, é brilhante, de emocionar mesmo.
   Se fossem músicas separadas, funcionariam muito bem. Mas a construção do álbum, a forma como as peças musicais interligam-se, faz com que o álbum torne-se maior, mais concreto. É muito bom saber que ainda se faz música de qualidade, honesta e profunda em território brasileiro. Espero que a banda continue crescendo e que em breve venham outras produções.

domingo, 19 de setembro de 2010

Rumour Cubes



O som do Rumour Cubes nos remete a paisagens ora caóticas, ora serenas. Banda recente, formada em 2009. Gravaram apenas um EP, que pode ser baixado no no site da banda. É contituída por: Joe Bartlett (bass), Siew Cottis (viola), Hannah Morgan (violin), Omar Rahwangi (drums), Adam Stark (guitar, electronics) and Simon Stark (guitar, electronics).
As músicas do grupo são repletas de texturas, flertando com o eletrônico. Há uma riqueza de timbres impressionante. Em alguns pontos, a música aprofunda-se, canalizando algo belo e único. Espero que logo venha um álbum!

domingo, 12 de setembro de 2010

Sinewave

Sinewave é um selo responsável pela divulgação de bandas de "Post-rock", "Experimental" e "Shoegaze". O trabalho de divulgação é realizado via internet. No site, são disponibilizados álbuns de artistas independentes. É interessante, possibilita-nos conhecer ótimas bandas da "cena independente" brasileira. Uma ótima recomendação é o Herod Layne, que lançou o álbum "Absentia" recentemente, já disponibilizado no site. Inclusive, esta que vos escreve está a fazer o download neste momento.

Acesse o site, é possível que haja alguma banda que te interresse!

sábado, 11 de setembro de 2010

The Polar Dream

The Polar Dream é uma banda originária de Guadalajara, México. Formada em 2005, lançou seu primeiro álbum “Follow me to the Forest” recentemente. É constituída por: Hans(Bateria) Elihu(Acordeão, teclado), Arts(Baixo), Oby(Teclado, guitarra) E Kosmo(Guitarra, teclado, acordeão e Glockenspiel).
É uma banda “instrumental”, tidos como pós-rock/ambiente. Rótulos á parte, o som do The Polar Dream é repleto de texturas e timbres que envolvem o ouvinte em atmosferas suaves, sob paisagens belíssimas.
Ouçam o EP “The Polar Dream” e o álbum “Follow me to the Forest” e tirem suas próprias conclusões. Garanto-lhes que as músicas são de uma beleza ímpar e que a ausência de “palavras cantadas” não compromete-as de modo algum.





domingo, 5 de setembro de 2010

() Sigur Rós


Não me recordo como me interessei por Sigur Rós ao certo. Apenas lembro-me que a existência de um álbum sem título, com músicas não tituladas da mesma forma e cantadas em um idioma que inexiste, me despertou uma curiosidade imensa.
Estranho foi o fato de que, quando ouvi o álbum pela primeira vez, não gostei. Achei “triste”, “estático”, “melancólico” demais. O ignorei por um bom tempo. Resolvi dar outra chance ao quarteto islandês. O Sigur Rós me conquistou com o álbum Takk, e então decidir ouvir mais atentamente o ().
O álbum fica melhor a cada audição. Apresenta uma beleza ímpar, dotada de sons atmosféricos em conjunto com suaves pianos, belos timbres orquestrações e os vocais angelicais de Jónsi.
O fato de as músicas serem cantadas em Vonleska(ou Hopelandic) e o som vocal adequar-se à melodia, sem necessariamente prender-se a palavras é no mínimo curioso. Gosto disso. Talvez isso soe um pouco purista ou radical, mas as letras não são o foco da música. O foco da música é a junção de melodia, harmonia e ritmo. Não estou desmerecendo a poesia, na verdade, acho-a belíssima. Mas música é música. Ás vezes, tenho a impressão de que a música é tratada apenas como “fundo” para outro fim, infelizmente. Essas canções, que para um ouvinte menos paciente pode não significar nada, para mim dizem mais do que se possuíssem letras fantásticas.
Um álbum dotado de emoção, beleza e sensibilidade como poucos. Se você não conhece a banda, sugiro que ouça o álbum e tire suas próprias conclusões.
  



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